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A mostrar mensagens de agosto, 2026

A criança está aprendendo a ler... ou está se tornando leitora?

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  Uma reflexão sobre alfabetização e formação de leitores. É comum que, durante o ciclo de alfabetização, a preocupação do professor esteja voltada para um objetivo muito importante: fazer com que a criança aprenda a ler e a escrever. Mas, em meio às atividades de consciência fonológica, ao estudo das letras, das sílabas e da escrita de palavras, uma pergunta merece espaço em nosso planejamento: Estamos ensinando apenas o sistema de escrita ou também estamos formando leitores? Magda Soares nos lembra que alfabetizar e letrar são processos diferentes, mas inseparáveis. Enquanto a alfabetização permite que a criança compreenda o funcionamento do sistema de escrita, o letramento a insere nas práticas sociais da leitura e da escrita, dando sentido ao que aprende. Isso significa que aprender a decodificar palavras não garante, por si só, o desejo de ler. Uma criança pode ler corretamente um texto e, ainda assim, nunca procurar um livro espontaneamente. Da mesma forma, outra crianç...

O Caótico Dia da Biblioteca

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Toda escola tem um dia reservado para a biblioteca. Tudo já começa a parecer estranho nesse momento: um dia — e somente um dia — reservado para a biblioteca.  Naquele dia, eu estava na biblioteca fazendo uma pesquisa quando uma professora chegou com sua turma para a visita semanal. De longe, a cena parece bonita. Crianças caminhando entre as estantes, livros nas mãos, um ambiente que, à primeira vista, transmite a sensação de que a leitura está acontecendo. Confesso que interrompi o que estava fazendo para observar aquela cena. Em poucos minutos, o ambiente transformou-se em um verdadeiro caos. As crianças caminhavam rapidamente entre as estantes. Pegavam um livro, observavam a capa por alguns segundos e o devolviam ao mesmo lugar. Algumas carregavam vários livros nos braços sem sequer folheá-los. Outras perguntavam aos colegas qual deveriam escolher. Havia também quem pegasse o primeiro livro que encontrava, apenas para cumprir a tarefa de levar um exemplar para casa. A professora...

O problema não era a Cinderela

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Lembro de uma aula em que estávamos trabalhando a história da Cinderela . O objetivo era simples: ler o texto do livro didático, conversar sobre a narrativa e realizar a atividade. Comecei a leitura como tantas outras vezes. Enquanto lia, percebi algo que todo professor conhece bem. Alguns alunos bocejavam. Outros apoiavam a cabeça sobre a carteira. Havia quem olhasse para a janela e quem folheasse as páginas sem realmente acompanhar a história. A culpa não era da Cinderela. Também não era das crianças. Naquele momento, percebi que a forma como eu estava apresentando aquela história já não fazia sentido para aquela turma. Fechei o livro. Perguntei como seria a Cinderela se morasse no bairro onde eles viviam. As respostas começaram tímidas, mas logo a sala ganhou vida. — Ela iria de bicicleta para a festa. — O sapatinho seria um tênis. — A madrasta esconderia o celular dela. As crianças começaram a rir, discutir e imaginar novas possibilidades para uma história que julgavam c...

O primeiro encontro com um livro também ensina a ler

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Uma reflexão sobre como apresentamos a literatura às crianças. Há um momento que costuma passar despercebido na rotina escolar: a chegada de um livro às mãos de uma criança . Antes da leitura, antes das perguntas, antes da atividade proposta, existe um encontro. É nesse instante que o professor apresenta a capa, permite que os olhos percorram as ilustrações, lê o título em voz alta, desperta curiosidade e cria expectativas. Parece um gesto simples, mas talvez seja um dos momentos mais importantes na formação de um leitor. Vale a pena perguntar: como os livros chegam às crianças em minha sala de aula? Chegam como um convite ou como uma tarefa? Chegam como uma descoberta ou como o início de uma sequência de exercícios? Magda Soares lembra que alfabetizar é inserir a criança nas práticas sociais de leitura e escrita. Isso significa compreender que aprender a ler não acontece apenas quando se decifram palavras, mas quando se participa de experiências em que a leitura possui sentido, ...

Pequenas sementes de poesia

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Autora: Camila Mota  Ano: 2026 Público sugerido: Público em geral . Gênero: Almanaque. Clique aqui para download  Por que este material merece estar na Estante Literária? A poesia é uma das primeiras formas de aproximação da criança com a beleza das palavras. Por meio do ritmo, da imaginação e da sensibilidade, ela desperta emoções, amplia o olhar sobre o mundo e convida o leitor a descobrir significados que vão além do que está escrito. Pequenas Sementes de Poesia reúne poemas inspirados na natureza, transformando elementos em oportunidades para cultivar a imaginação, a curiosidade e o encantamento das crianças. Mais do que uma coletânea de poemas, a obra propõe um diálogo entre literatura e desenvolvimento socioemocional. Ao final de cada poesia, uma atividade convida o leitor a refletir sobre sentimentos, atitudes e experiências, favorecendo o autoconhecimento, a empatia e o fortalecimento das relações. Em tempos em que a infância precisa de mais momentos de contempl...

Querido Professor: Cartas para Quem Ensina

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Autora: Camila Mota  Ano: 2026 Público sugerido:   Professores, estudantes de licenciatura, gestores escolares e formadores. Gênero: Almanaque. Clique aqui para download  Por que este material merece estar na Estante Literária? Em meio às exigências da rotina escolar, é comum que o professor se veja cercado por planejamentos, avaliações e metas, mas tenha pouco tempo para olhar para si mesmo. Querido Professor: Cartas para Quem Ensina nasce justamente desse convite ao reencontro com a essência da docência. Ao longo de dez cartas, a autora dialoga com sentimentos, desafios e esperanças que fazem parte da vida de quem escolheu ensinar. Não são textos que oferecem respostas prontas ou receitas pedagógicas, mas reflexões que acolhem, provocam e convidam o leitor a revisitar sua própria trajetória como educador. Cada carta é um lembrete de que ensinar também é um ato de sensibilidade, escuta e humanidade. Ao valorizar a dimensão afetiva da profissão, a obra reafirma que a e...

Almanaque Cidadania Digital: Vozes pelo Respeito – Volume 2

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Organização: Antonia Lis de Maria Martins Torres, Bruna Rafaela Araújo da Silva e Francisca Camila Mota de Lima. Ano: 2026 Público sugerido:  Adolescentes e adultos. Gênero:  Almanaque. Clique aqui para download  Por que este material merece estar na Estante Literária? Falar sobre a violência contra a mulher é contribuir para a construção de uma sociedade mais consciente, justa e comprometida com os direitos humanos. A informação e o diálogo são ferramentas fundamentais para desconstruir estereótipos, reconhecer diferentes formas de violência e fortalecer uma cultura de respeito e igualdade. O Almanaque Vozes pelo Respeito  aborda essa temática de maneira acessível e reflexiva, convidando os leitores a compreenderem que a violência pode assumir diferentes formas e que seu enfrentamento depende da conscientização, da empatia e da responsabilidade coletiva. Mais do que apresentar informações, a obra incentiva o desenvolvimento de uma postura crítica diante das des...

Almanaque Cidadania Digital - Volume 1

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Organização: Antonia Lis de Maria Martins Torres, Bruna Rafaela Araújo da Silva e Francisca Camila Mota de Lima Ano: 2026 Público sugerido: Anos Iniciais, Anos Finais e formação de professores. Gênero: Almanaque Clique aqui para Download  Por que este material merece estar na Estante Literária? Vivemos em uma sociedade em que as crianças chegam à escola já conectadas a telas, redes sociais e diferentes tecnologias. No entanto, estar conectado não significa saber agir de forma ética, crítica e segura no ambiente digital. O Almanaque Cidadania Digital aproxima esse tema do universo infantojuvenil por meio de uma linguagem acessível, lúdica e dialogada. Em vez de apresentar apenas regras sobre o uso da internet, a obra convida os leitores a refletirem sobre situações do cotidiano digital, abordando temas como fake news, saúde digital, netiqueta, entre outros. Mais do que um material informativo, trata-se de um recurso que favorece o desenvolvimento do pensamento crítico e da...

Antes da atividade, existe o encantamento: Reflexões sobre o lugar da literatura na sala de aula.

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Há uma cena que se repete em muitas escolas. O professor termina de ler uma história e, imediatamente, distribui uma atividade. Um questionário. Uma ficha de interpretação. Um desenho para colorir. Uma produção textual. E então surge uma pergunta que merece nossa atenção: Será que toda leitura literária precisa terminar em uma atividade? Durante muito tempo, a literatura foi utilizada na escola como um instrumento para ensinar outros conteúdos. O livro servia para estudar gramática, identificar personagens, localizar informações ou avaliar a compreensão leitora. Pouco espaço era reservado para aquilo que torna a literatura única: a possibilidade de emocionar, imaginar, surpreender e provocar encontros. Antes de ensinar qualquer conteúdo, a literatura precisa ter o direito de ser literatura. Quando uma criança escuta uma história, ela não está apenas acompanhando uma narrativa. Ela está construindo imagens, fazendo perguntas, reconhecendo emoções, criando hipóteses, relacionando o ...

Você está formando leitores ou apenas ensinando a ler?

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Você está formando leitores ou apenas ensinando a ler? Há uma pergunta que todo professor deveria fazer a si mesmo de vez em quando. Os meus estudantes estão aprendendo a ler... ou estão se tornando leitores? Embora pareçam a mesma coisa, essas duas experiências caminham por caminhos diferentes. Aprender a ler é dominar um código. É reconhecer letras, juntar sílabas, compreender palavras e construir sentido para um texto. Formar leitores é algo muito maior. É fazer com que uma criança procure um livro porque está curiosa. É vê-la rir de uma personagem, emocionar-se com uma história, pedir que a leitura continue quando a aula termina. É perceber que ela começa a olhar para os livros como quem encontra um lugar onde pode imaginar, sentir e descobrir. Infelizmente, muitas vezes a literatura ainda ocupa um espaço reduzido na escola. Ela aparece como um pretexto para responder perguntas, preencher fichas ou produzir atividades que pouco dialogam com a experiência literária. E então ...

Estante Literária

Toda história começa quando alguém abre um livro. A Estante Literária é um espaço dedicado à descoberta de obras que encantam, provocam reflexões e despertam o prazer pela leitura. Aqui, cada livro é apresentado com um olhar atento para seu potencial literário e para as possibilidades que oferece na formação de leitores. Mais do que indicações de leitura, você encontrará resenhas, sugestões de mediação, ideias para a sala de aula e caminhos para transformar cada obra em uma experiência significativa. Este é um convite para conhecer autores, ilustradores e histórias que podem inspirar crianças, professores, mediadores de leitura e famílias. Escolha um livro, descubra novas possibilidades e permita que cada leitura seja o início de uma nova jornada. Afinal, toda grande história começa quando decidimos virar a página.

Espaço do Professor

Ensinar é muito mais do que transmitir conhecimentos. É criar encontros, despertar curiosidades, abrir caminhos e acreditar que cada estudante pode descobrir novos mundos por meio da aprendizagem. O Espaço do Professor nasceu para reunir ideias, experiências e recursos que possam inspirar o cotidiano de quem faz da educação uma escolha diária. Aqui você encontrará propostas de leitura, jogos, atividades, projetos, reflexões e materiais que valorizam a literatura como uma aliada na formação de leitores e no desenvolvimento das aprendizagens. Mais do que oferecer recursos, este espaço deseja incentivar a troca de experiências, fortalecer práticas pedagógicas e lembrar que, por trás de cada planejamento, existe um professor que também aprende, cria, reinventa e transforma. Sinta-se à vontade para explorar, adaptar as ideias à sua realidade e fazer deste espaço um lugar de inspiração para a sua prática. Seja bem-vindo(a)!